Vacina terapêutica contra o câncer de próstata de baixo risco

Uma empresa biofarmacêutica da Louisiana está apostando que sua vacina imunoterápica experimental possa manter sob controle o câncer de próstata sem necessidade de tratamento. A empresa, OncBioMune Pharnaceuticals Inc., em Baton Rouge, está planejando testar a vacina, chamada de ProscaVax, em um ensaio clínico de fase 2 para pacientes com câncer de próstata sem história de tratamento e em um segundo ensaio clínico para pacientes com doença recorrente ou refratária a hormônios. Outras vacinas terapêuticas contra o câncer de próstata têm sido estudadas na doença avançada [por exemplo, a sipuleucel-T (Provenge, Dendreon Corp)] ou na doença progressiva. Segundo a empresa, a vacina contém a proteína completa do antígeno prostático específico (Prostate Specific Antigen – PSA) além de interleucina 2 e de fatores estimulantes de colônias de granulócitos-macrófagos como adjuvantes. Os dados de eficácia do produto são esparsos. Em um ensaio clínico de fase 1a/1b realizado entre homens com doença recorrente ou refratária a tratamento hormonal na Universidade da California, em San Diego, oito de nove pacientes tinham “aumento da resposta imunológica” 31 semanas após a vacinação, e seis de dez pacientes tiveram “redução” da progressão do PSA após receber seis doses da vacina, diz a empresa. O segundo estudo de fase 2, a ser realizado no México, destina-se a avaliar a segurança e a eficácia da ProscaVax no câncer de próstata com recidiva biológica entre dois grupos de pacientes, os que nunca tomaram hormônio e aqueles com doença independente de hormônio.

Opinião do CBU – Centro Brasileiro de Urologia

  • A proposta do estudo é tratar pacientes que estão atualmente sob vigilância ativa, ou seja, pacientes com câncer de próstata que já não estão fazendo nenhum tipo de tratamento.
  • É “curioso” não haver, aparentemente, dados publicados em maiores meios de imprensa sobre esta vacina desde os primeiros ensaios clínicos.
  • Temos sempre que observar estas novas notícias com muita cautela e interpretar o estudo e os interesses financeiros por trás dele. No momento não há nada publicado ou nenhuma resolução tanto do FDA como da ANVISA autorizando o uso desta substancia que ainda necessita de mais estudos.
  • Devemos sempre olharmos com desconfiança, mas também com esperança de que o surgimento de novas drogas para o tratamento do câncer de próstata possam vir a acrescentar o nosso arsenal terapêutico.